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UMA MORTE, DIFERENTES LUTOS

“Se ela me deixou, a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor
A dor é minha,
A dor é de quem tem”
Composição: Marisa Monte/ Arnaldo Antunes

Todo ser humano está inserido, desde o nascimento, em uma rede de relacionamentos que muitas vezes é interrompida por um episódio de morte. Além de quebrar fortes vínculos de afeto, a morte deixa um saldo de muitas outras perdas na vida de quem fica.

Estudos comprovam que uma pessoa que morre deixa, no mínimo quatro pessoas em situação de luto. Embora sofrendo a perda da mesma pessoa, observamos que as reações de cada familiar são diferentes entre si. Este fato costuma gerar situações de muita angústia nas famílias.

Na maioria das culturas o choro é uma das formas mais comuns de expresão da dor e do sofrimento. Mas, e quem não chora? Significa que não está sofrendo?

O senso comum defende a idéia de que quem chora está sentindo a dor da perda com intensidade, logo parece que quem não age desta forma não está sentindo a tristeza. Esta afirmação, além de não ser verdadeira, gera muita culpa naqueles que não conseguem expôr seu pesar e sofrimento pela morte de uma pessoa querida de uma forma vísivel.

Os canais de expressào nem sempre são iguais entre os membros da família

O que faz as pessoas sentirem a perda de forma tào diferente?

As diferenças de idade e de gênero

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