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16
Set |
Poema “Instantes” de Jorge Luis Borges
“Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito, relaxaria mais.
Seria mais tolo ainda do que tenho sido,
na verdade bem poucas coisas levaria a serio.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais,
contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui, tomaria mais sorvete e menos lentilha, teria mais problemas reais e menos imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e
produtivamente cada minuto da sua vida.
Claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver trataria de ter só bons momentos.
Porque, se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos,
não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda chuva e um pára-quedas.
Se voltasse a viver viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera e
continuaria assim até o fim de outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres,
brincaria mais com as crianças, se eu tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo.”
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14
Set |
A morte desorganiza, deprime. Mas o luto tem começo, meio e fim. Nesse processo, a dor da perda se transforma em saudade, e a vida continua, com outro sentido.
“A vida não tece apenas uma teia de perdas, mas nos proporciona uma sucessão de ganhos”. (Lya Luft)
Não fomos educados para perder. Ninguém quer perder coisa alguma, por mais simples que ela seja, muito menos perder pessoas que ama. Essa vivência é arrebatadora, sem qualquer lógica que a razão possa explicar. A sensação é de um “vazio”, de uma “falta” que exigirá de cada um revirar o seu mundo interno e particular de sentimentos – muitas vezes lacrados ou até desconhecidos –, para buscar ferramentas que o ajudem a enfrentar essa dor que parece não estancar. Esse difícil trabalho de reorganização interna é o que chamamos de processo de luto. É sabido que esse processo é uma batalha travada pela pessoa que fica, e que deve continuar vivendo. É um processo pessoal, com manifestações muito particulares.
Nós sempre prezamos o Apoio as Famílias, e você encontra resposta para diversas perguntas que passam pela nossa cabeça nestes momentos difíceis no nosso site: Entenda as manifestações desse processo, as mudanças e quanto tempo vão durar estes sentimentos.
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12
Set |
Saudade de um grande amor, saudade da infância e da juventude, saudade de alguém que faleceu, saudade de um lugar, saudade de uma comida, saudade de um emprego, saudade… sempre saudade. Sentimento tipicamente humano, a saudade, pode produzir tristeza pela perda, ausência ou falta do objeto ou coisa perdida. Infelizmente, não podemos bani-la das nossas vidas , pois ela faz parte do nosso crescimento psicológico. Lidar com os sintomas que ela produz nem sempre é tranqüilo, mas lembrem-se o que a nossa memória ama torna-se eterno. Ao invés de matar a saudade, experimente vivê-la.
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27
Jul |
Todo apoio e cuidado dos familiares e amigos é bem-vindo, já que a sensação de perda gera instabilidade, desamparo e confusão. Se você quer ajudar um enlutado, atente para algumas orientações:
- É necessário, em primeiro lugar, que o deixe expressar sua dor, permitindo que ele demonstre a saudade da forma como puder.
- Não o impeça de chorar e não lhe exija que seja forte.
- Seja paciente com as reações diferentes e inesperadas do enlutado.
- Esteja por perto e coloque-se à disposição para ajudar naquilo que for preciso. Neste momento, as tarefas mais simples do dia a dia podem parecem difíceis de realizar sem auxílio.
- Nunca diga “foi melhor assim”, pois nunca terá sido para a pessoa que ficou.
- Não finja que nada aconteceu nem fique tentando distrair a pessoa.
- Permita que ela se expresse por meio de sua espiritualidade e de suas crença, mesmo que você não partilhe delas.
Enfim, se você quer realmente ajudar, escute o enlutado sem interferir em seus sentimentos. Às vezes, um abraço ou o silêncio são mais eficazes do que um milhão de palavras.
Centro Maiêutica de Psicologia
www.centromaieutica.com.br
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25
Jul |
No último sábado, dia 23 de julho, o mundo perdeu uma das maiores cantoras de soul desde a década de 1970. A cantora Amy Winehouse foi encontrada morta em seu apartamento em Londres por um de seus seguranças.
A imprensa divulgou que a morte foi causada por overdose, porém, o resultado da autópsia ainda não saiu, e em declaração, a polícia disse que não encontrou indícios de drogas no local. Apesar desses fatos, Amy era dependente química, já esteve algumas vezes em clinicas de reabilitação e na sexta feira anterior a sua morte foi vista comprando drogas.
Amy Winehouse tinha uma das vozes mais lindas dos últimos tempos e agora está deixando uma legião de fãs por todo mundo que não param de fazer orações e homenagens à ela. Uma morte precoce que abalou principalmente o mundo da música. A gravadora Universal Music enviou um comunicado aos tablóides britânicos lamentando o ocorrido: “Estamos profundamente entristecidos com a perda súbita de uma música e artista tão talentosa. Nossas orações estão com a família de Amy, seus amigos e fãs neste momento difícil”.
