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15
Mai |
O serviço de apoio as famílias do grupo Primaveras, supervisionadas por profissionais especializados em psicologia do luto, organizou um workshop de atividades para quem quisesse homenagear seus entes queridos.
Foi uma manhã de muitas saudades, mas com lindas homenagens, que ajudaram as famílias a expressar seus sentimentos e a cuidar de seu processo de luto.
Partilhamos do desejo descrito no poema de Carlos Drumond:
“ Fosse eu rei do mundo, baixava uma lei: mãe não morre nunca, mãe ficará para sempre junto com seu filho”.
Como sabemos que a realidade sempre se impõe, nossa tarefa foi acolher e cuidar daqueles que perdem pessoas que amavam.
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9
Mai |

E se morre a mãe do seu melhor amigo? O tio da sua namorada? O marido da sua prima? A irmã do seu chefe? Automaticamente sentimos que temos a obrigação de dizer algo que console e diminua o sofrimento daquela pessoa importante para nós. Mas, para a grande maioria, mesmo para aqueles que têm o dom da oratória, achar as palavras certas nesse momento é um grande desafio.
Na verdade, nada do que for dito pode diluir a dor de uma grande perda. Só o tempo tem esse poder. Nesse caso, atitudes ajudam muito mais do que palavras. Se você não souber o que falar, simplesmente não fale nada. Ofereça um abraço, uma flor, um ombro, um café. Tenha paciência com a fragilidade alheia, tão exposta nessa hora. Só o fato de estar ao lado da pessoa mostrando que se importa faz uma diferença enorme.
Mas se você ainda assim quiser manifestar seu apoio por meio de palavras, experimente escrevê-las. Não importa se você não é um excelente escritor, ou se não domina todas as regras de gramática. A atitude certamente será reconhecida. Caso você precise de ajuda para escrever uma carta de condolências, esse site (http://www.algosobre.com.br/cartas/condolencias.html) traz dicas de como se expressar sem ser invasivo. Não se esqueça que, acima de tudo, o carinho e o apoio são o mais importante a se oferecer nessa hora.
Foto por Facebook
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14
Mar |
Mais uma vez os fatos ocorridos nesse fim de semana no Japão nos convidam a pensar na transitoriedade da vida, que é sempre tênue e imprevisível. Uma tragédia de grandes proporções sinaliza o quanto somos frágeis e impotentes perante as forças da natureza e a iminência da morte.
(fotos do antes e depois do Tsunami no aeroporto de Sendai, no Japão – Google Earth)
Como se não bastasse tamanha constatação da incondicionalidade da natureza, somos obrigados a avaliar as consequências imprevisíveis do progresso e da tecnologia, que aumentam nossos problemas. Agora, além do luto pela catást rofe natural, o Japão se preocupa com o risco de mais uma tragédia nuclear.
Vemos um país em luto pela perda de pessoas, saúde, patrimônio e a confiança num amanhã mais seguro. A nós, restam a reflexão e a solidariedade. E a lembrança de que devemos aproveitar cada momento de nossas vidas, pois nunca se sabe quando será tarde demais.
Equipe de apoio ao enlutado do Centro Maiêutica
Obs: Se você tem conhecidos, amigos ou parentes no Japão e está preocupado, o Google criou uma ferramenta para que as pessoas sejam localizadas à distância. Conheça clicando aqui.
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4
Mar |
Dizem que não devemos contar ao amigo o que escondemos do inimigo. Mas há quem discorde. Muitos preferem compartilhar um segredo com pessoas de confiança, buscando um conselho, outro ponto de vista ou até mesmo um alívio através da confissão.

Fonte da imagem: Photobucket
Mas não podemos nos esquecer que dividir um segredo é dividir uma responsabilidade. Não basta confiar para compartilhar uma informação sigilosa. Segredos podem se tornar um fardo pra quem os escuta. Estar ciente de uma situação e não poder fazer nada a respeito é um desafio angustiante para pessoas mais proativas. Assim como nem todo mundo consegue se manter tranquilamente imparcial em determinados assuntos que, por algum motivo, afeta suas crenças ou opiniões.
Antes de compartilhar algo, considere se o ouvinte está preparado para receber aquela confidência e se é o momento de revelá-la. Por mais contraditório quer pareça, dividir pode ser egoísta. Use o bom senso!


